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A Rosa do Deserto Malévola é, como o próprio nome sugere, uma variedade de beleza “vilanesca” e hipnotizante. Se você já tem a Black B e a Fi da Mãe, a Malévola chega para ocupar o trono das negras dramáticas, mas com um toque de cor interna que remete à magia e ao mistério.
Ela é uma das favoritas para quem busca o contraste máximo entre a escuridão das pétalas e o brilho do miolo.
Coloração: As pétalas são de um vinho tão profundo que beiram o preto aveludado. O grande diferencial é o centro (garganta) avermelhado ou púrpura vibrante, que parece “pulsar” de dentro para fora, como se houvesse um fogo escondido no interior da flor negra.
Textura: Possui um aspecto ultra-aveludado. Essa textura é funcional: ela absorve a luz solar, o que torna a percepção do “preto” ainda mais intensa para o olho humano.
Camadas: É uma variedade tripla, com pétalas de formato levemente arredondado e bordas que podem apresentar um leve sombreado ainda mais escuro (carbono) conforme a flor amadurece.
Em Araçatuba, cultivar uma “Malévola” exige estratégia de mestre:
O Desafio do Sol: Por ser uma flor muito escura, ela retém muito calor. No sol de 40°C, as pétalas podem “cozinhar” se a planta não estiver muito bem hidratada. Um sombrite de 50% nas horas de pico ajuda a manter a flor linda por 5 a 7 dias.
Abertura: Diferente de algumas negras que “abortam” botões, a Malévola FB (ou linhagens similares) tem uma abertura mecânica muito boa, desde que o Boro esteja em dia na adubação.
Vigor: É uma planta de crescimento firme, com galhos que tendem a ser mais escuros (bronzeados) que o normal, combinando com a estética da flor.
| Necessidade | Orientação para Araçatuba |
| Luz Solar | Sol pleno (Manhã). Essencial para o pigmento negro. O sol da tarde pode ser filtrado para evitar queimaduras nas pétalas aveludadas. |
| Nutrição | O Potássio (K) é o combustível do pigmento escuro. Sem ele, ela abre apenas um vermelho escuro comum. |
| Design de Bancada | Fica espetacular entre a Big White FB e a Yellow Yolk. O branco e o amarelo fazem o “preto” da Malévola saltar aos olhos. |